“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


segunda-feira, 29 de junho de 2015

'Sucesso sem sucessor é fracasso!!!'


            Ouvi e gostei muito. Myles Munroe, pastor em Bahamas, pouco antes de sua morte, em nov/14, declara que somente deixa um bom legado quem investe em  pessoas e que o sucesso só é sucesso quando deixamos um sucessor: O sucesso sem sucessoR é fracasso.  
           Jesus Cristo investiu em pessoas, não construiu igrejas, organizações e Ele disse: 'É melhor que Eu vá porque a minha ausência é a sua grandeza' (Jo 14.12-13). 

            Qual o motivo de estarmos vivos? Há um propósito do Senhor para as nossas vidas. Como filhos legítimos de Deus somos chamados para deixar um legado. Um legado eterno.
            Perguntaram para o contador de um milionário: "Quanto ele deixou?" O contador respondeu: "Deixou tudo, não levou nada com ele".
            Que sejamos lembrados não pelo que amealhamos e sim pelos relacionamentos que cativamos e conservamos; por estratégias que promovemos e encontraram abrigo em outros corações. Pela grandeza da saudade que deixamos.
“...Prepara-te, ó Israel (ó leitor)
para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12). 

     Que ao chegarmos na eternidade, Deus olhe para mim e para você e diga: “Muito bem, servo bom e fiel, fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei, entra no gozo do Teu Senhor” (Mt 25.21).
     Que isto seja real na nossa vida. Que possamos estar preparados e com as nossas mãos repletas de frutos preciosos, que não sejam palha consumível e sim ouro depurado na presença do Pai.
 “Eu sou aquele que sonda mentes e corações, 

e vos darei a cada um segundo as vossas obra” (Ap 2.23)


         'O sucesso sem sucessor é fracasso' - Ah, como este conceito vale também na vida secular: na carreira acadêmica, em empresas, na liderança de uma igreja, de uma comissão... As pessoas, com o coração aberto, que promove o outro, colhe muito mais do que pessoas mesquinhas, que cultivam 'reininhos' e que lutam para conservar seu poder e abafar o outro. A Bíblia já nos adverte:
"A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; 
ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. 
A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado" (Pv 11.24-25).

         Que não busquemos glória humana e sim fazer a vontade de Deus, com ou sem reconhecimento do nosso próximo. O essencial é sermos canais da água da vida (Jesus Cristo) para que ao Seu nome, pessoas se dobrem e confessem que somente Deus é o Senhor!




sábado, 27 de junho de 2015

'Slow food & Criando laços em nós!'

Na Europa tem crescido o movimento “Slow Food” (http://www.slowfood.com). Simbolizado por um caracol e presente em mais de 100 países, é um programa que estimula as pessoas a curtirem o preparo do alimento, refeições prolongadas e divertidas, saboreadas no convívio familiar. Abaixo a agitação e o 'fast food'.
Qualidade de vida... Como desfrutar de uma vida plena? Há quem diga que seria trabalhar com mais produtividade, porém, com redução do estresse, valorizando a fé, a família, a simplicidade. 
É a consciência de que nos momentos finais de nossas vidas, as perdas que lamentaremos não são relativas a negócios financeiros e sim a relacionamentos.
Há quem diga que o “bel far niente” ou a “beleza de não fazer nada”, seria não valorizar as futilidades e focar nosso coração, especialmente, na família. Um investimento no futuro que impediria uma velhice angustiada, correndo atrás dos prejuízos, corrigindo desavenças e fazendo curativos paliativos em relacionamentos mal resolvidos. 
Enfim... é criar laços em 'nós'!
Salomão disse: “Melhor é um bocado seco e tranqüilidade do que a casa farta de carnes e contendas” (Pv 17.1).

Não se trata de uma apologia a preguiça, a cruzar os braços. Não mesmo! É buscar direcionar o foco (trabalho, valores) no que realmente é durável. É poder na velhice olhar para o passado (rodeado por familiares e amigos) e perceber que a vida não foi desperdiçada.
Jesus adverte Marta: "Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa..." (Lc 10.41-42).
Enfim, pouco é necessário para viver. 
É um desapego ao material... Há quem se esgota de tanto trabalhar pra ter armários e gavetas lotados por coisas que pouco usou ou jamais usará. 
Alguém disse que se você quer ir longe, leve pouca mochila...

Ser feliz está ligado a simplicidade. É aquietar o coração, é crer que, em Deus e dentro de Sua vontade, tudo que for necessário, será acrescentado (Sl 37.4-5; Mt 6.33-34). É ter o coração agradecido por tudo que tem, desfrutando com prazer de uma família estável, que valoriza a honra e a lealdade.

Voltamos nesta madrugada da Europa. Quantas boas lembranças criamos em nosso coração e quantas outras reforçamos ali.  




No Restaurante 'O Bacalhoeiro' (Rua dos Sapateiros, 218) em Lisboa (Portugal) , estava escrito num vidro de azeite: 
"Com este fio não darás nós, mas criarás laços. 
Atrás o bacalhau e o grão, ligarás a salada e os legumes, 
molharás o pão e os beiços e 
temperarás a família, a amizade" (lagarvalesarzedo@hotmail.com)

Hummm, quantas boas lembranças... meu avô materno italiano, Liberato Fabri (vô Liberal), nascido no dia 23/10/1891, na Comune de Magliano Sabina (Provincia di Rieti) e minha mãe Luiza comendo pão com azeitona e azeite temperado com orégano. Os europeus temperam o azeite, a manteiga e o vinagre com orégano, pimenta vermelha, alecrim, folhas de louro. Fica muito saboroso. Vale a pena testar! 

Isso mesmo, faz muito bem temperar e valorizar a vida...
            É criar laços em 'nós'!!!
Creia. Ser feliz é uma decisão pessoal, que independe das circunstâncias mas sim do que priorizamos em nossas decisões diárias. 

É verdade que é difícil praticar isto num mundo que não admite negativas, perdas e que nos cobra ativismo e agitação o tempo todo. 
Mas que Deus nos ajude a jamais perder o foco do que é realmente prioritário.


sábado, 13 de junho de 2015

"Hatikva: 'HÁ' Esperança"

"Hatikva: A Esperança", ou melhor: " Esperança"

Emocionante!
Hatikva: em português 'A Esperança' é o Hino Nacional de Israel. 
Escrito a partir de um poema de um polonês Naftali Herz Imber, em homenagem à fundação da colônia sionista Petach Tikvá (A porta da esperança).
       A melodia foi feita por Samuel Cohen, em 1882 e a canção, definida como o Hino Nacional de Israel em 14 de maio de 1948, foi cantada durante a cerimônia de assinatura da declaração de independência do Estado de Israel.

Hebraico
כל עוד בלבב פנימה
נפש יהודי הומיה
ולפאתי מזרח קדימה
(2x): עין לציון צופיה
עוד לא אבדה תקותנו
התקוה בת שנות אלפים
להיות עם חופשי בארצנו
(2x): ארץ ציון וירושלים

Enquanto no fundo do coração
Palpitar uma alma judaica,
E em direção ao Oriente
O olhar voltar-se a Sião (2 x)
Nossa esperança ainda não está perdida,
Esperança de dois mil anos:
De ser um povo livre em nossa terra,
A terra de Sião e Jerusalém (2x)




        Tenhamos os olhos atentos em Israel. Alguns sinais do fim dos tempos tem se concretizado ali: 
* Fundação do Estado de Israel (ocorrida em 1948) e o 
* Retorno do povo judeu à Terra Prometida (Ezequiel 36 e 37).

É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, 
e ao porteiro ordena que vigie. 
Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" (Mc 13.34-47).






terça-feira, 9 de junho de 2015

'Parece, mas não é!'

Você já passou por momentos terríveis? 
Uma situação tão ruim que parecia pesadelo?

            Assim aconteceu com a nora de Eli ao saber que seu marido Finéias, seu cunhado Hofni e seu sogro Eli (líder espiritual de Israel por 40 anos) morreram. A guerra estava perdida para os filisteus, a Arca de Deus roubada, muita gente morta e a cidade gritando de dor.
            Esta jovem, grávida, encurva-se e dá a luz ao seu filho e não se importa. Chama o menino de Icabô, dizendo: - "Foi-se a glória de Israel pois foi tomada a arca de Deus". 
            'Pra que viver se Deus não está mais conosco?' Pensa a jovem mãe (1 Samuel 4.21-22). Sem Deus na história não vale a pena viver.

            O que tomaram de você? Como esta mulher, você tem se sentido perdido, sem esperanças, sem alegria?

            Ah, não podemos permitir que alguém ou uma circunstância azede ou roube a Presença de Deus em nossa vida.
            As lutas podem vir como uma avalanche insuportável, mas nada e nem ninguém pode impedir que os nossos pensamentos voem em direção ao Pai. Que o nosso íntimo clame por socorro, que os nossos olhos se direcionem a Deus.
            Tudo começou quando os israelitas ao perceberem que a guerra estava perdida, que grande número de homens tinha morrido, em uma atitude de desespero vão em busca da Arca da Aliança que estava em Siló e a colocam no centro da batalha. Esperando que a 'arca' resolvesse o impasse, rompem suas vozes em gritos de júbilo. Mesmo assim, mais 30 mil homens morrem (1 Sm 4.10).

            Ah, como tem gente se enganando... Buscando a Presença de Deus, a satisfação de seus caprichos em rituais, ativismo, jejum, freqüência na igreja, ofertas. Gente que quer manipular Deus, barganhar com Deus com incensos, amuletos, rezas, frases prontas, sacrifícios.
            A fronteira da superstição e da fé é tênue, perigosa e tem enganado muita gente. Os israelitas pensavam que a Arca no meio deles, os tornariam protegidos.

            Quantos vivem hoje da aparência, maquiando sentimentos, situações, recusando-se a enfrentar seus medos, seus pecados, seu distanciamento de Deus.

            Que Deus tenha misericórdia de nós! Somente Ele tem o poder de nos libertar das amarras do pecado da arrogância, de querer obter as benesses exigindo de Deus o cumprimento de Suas promessas, reivindicando, como se tudo merecêssemos por 'ser filho do Rei'...

            Quem somos nós pra exigir qualquer coisa? Cego, pobre, nu! Deus age quando quer e da forma que quer. O nosso prazer é serví-Lo, é fazer a Sua vontade!

            O povo levantava um clamor como lata vazia que faz barulho, mas não tem nada dentro, não tem consistência. Quantas igrejas estão perdidas em seus barulhos, shows bem organizados?
           Deus quer meu coração quebrantado, humilde.

            Ah, não quero viver pra impressionar homens, ser refém da aprovação do mundo. O que me importa é ser aprovado por Deus.

            Viram a morte de 4 mil homens (1 Sm 4.2) e mesmo assim não acreditaram que a benção de Deus tinha se afastado. Colocaram a Arca no centro da batalha e levantaram um clamor pra afastar a má sorte e, então, 30 mil homens morreram (1 Sm 4.10).

            Que Deus nos dê sensibilidade, discernimento para colocar nossa casa em ordem (2 Cr 29.5), pra mudar o que precisa ser mudado antes que tragédias desabem sobre nossa cabeça. Minha mãe dizia que alguns voltam pra Deus por amor e outros pela dor.

            Os filhos de Eli eram desqualificados. Arrotavam santidade, esnobavam o povo com os seus desmandos e corrupção.

            Nada pode substituir o caráter na vida do cristão. Que tenhamos sabedoria para discernir e valorizar o que é essencial e o essencial é uma vida temente a Deus, que busca a Ele sem exigências, sem falsidade. Um relacionamento com Deus sincero, sem maquineismo.

            Segundo Rev. Hernandes Dias Lopes, o filho pródigo (Lc 15.11-32) passou por 4 fases em sua vida:
"1. Era feliz e não sabia - na casa do pai.
2. Era infeliz e não sabia - no país distante
3. Era infeliz e sabia - na pocilga
4. Era feliz e sabia - de volta ao lar"

Que nos voltemos para os braços do nosso Pai, de volta ao lar. 
            No que precisamos voltar? O que temos cultivado nos porões da nossa vida e que precisa ir pra lixeira, definitivamente? 
            Somente nós sabemos. Que acordemos, dia após dia, para uma nova história, sob a direção de Deus.
            "Faze-me discernir o propósito dos Teus preceitos e meditarei nas Tuas maravilhas... Desvia-me dos caminhos enganosos... os meus olhos das coisas inúteis e faça-me viver nos caminhos que traçastes" (Salmo 119.27a, 29a,37).
            Que, em todo o tempo, eu possa avaliar minhas escolhas pela Tua Palavra e voltar sempre meus passos para os Teus testemunhos (Sl 119.59).
            Assim não tropeçarei, o Teu amor será o meu consolo, a razão do meu viver e a paz, doce paz que somente o Senhor pode oferecer inundará minha alma (Sl 119.76a, 93, 1
65).

'Parece, mas não é' (Deborah e a lua)
"Senhor, trata comigo, no meu íntimo. Quebranta o meu coração, limpe os porões da minha alma. Tire as mágoas, ensine-me a perdoar, a amar as pessoas de fato e de verdade. A agradar o Seu Santo Espírito com minhas palavras, sentimentos, pensamentos, atitudes. Oh, meu Deus, o Senhor é tudo pra mim, no Senhor fito meus olhos esperando orientação para prosseguir. Desembaraça meus pés e dirija toda minha caminhada, em Cristo Jesus, amém!"


quinta-feira, 4 de junho de 2015

'Quando a desgraça perde a graça'

"... E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2)

           Lia Luft escreveu um artigo formidável (Revista Veja de 27/05/2015), intitulado 'Nunca banalizar o mal'
          Segue um resumo, com adaptações, para nossa reflexão:
         Tudo que é repetitivo nos cansa e acabamos desvalorizando, nos acostumando... 
        Repetidas queixas de pessoas, sempre insatisfeitas, acabam nos desinteressando, com o passar do tempo.
         Assim também acontece quando excessos de notícias ruins, repetidamente, nos importunam e vamos nos habituando - 'é quando a desgraça perde a graça'.
         Assim está acontecendo conosco com relação a violência, terrorismo e o pecado?
         Diariamente somos soterrados por uma enxurrada de notícias aterrorizantes:
* Estupros de crianças e decapitações de cristãos no Oriente.
*Confrontos sangrentos (guerra) entre a polícia e traficantes.
* Assassinatos intencionais no trânsito; dentro de residência em assaltos com reféns; 
* Assassinatos com ímpetos de crueldade, cujas vítimas e assassinos tem laços familiares íntimos.
* Imigrantes que lutam pra sobreviverem nos mares, à deriva, sem terem para onde ir.
* Desastres naturais como tsunamis, terremotos que matam e ferem milhares de pessoas.
* Imoralidade, tentativas (algumas com sucesso) de legalizar o mal, o pecado.
         É o terror se tornando familiar e freqüente.
         Não podemos e não devemos jamais nos acostumar, mas o perigo existe e é exatamente isto que tem acontecido.
         Vamos ficando calejados, indiferentes.
         É hora de acordar, é tempo de se indignar. 
        A revolta pacífica, em busca de mudanças, é legítima!"

        Banalizar os prejuízos pode ser um modo de nos protegermos e superarmos a agonia insuportável e profunda resultante dos desastres, das perdas. 
         Entretanto, quando nos adaptamos à injustiça, as consequências são terríveis. A desobediência aos preceitos de Deus foi a causa do cativeiro do povo de Israel: 
"Assim falara o Senhor dos Exércitos: 
Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, 
cada um a seu irmão.
    não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo.
    Eles, porém, não quiseram atender e, rebeldes, me deram as costas e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem" (Zacarias 7.9-11).

        Violências, injustiças contra idosos, órfãos, estrangeiros, pobres, familiares... eis o retrato do nosso Brasil e do mundo em que vivemos!
        Por se fazer surdo à voz de Deus, Deus também deixou de ouvir o Seu povo quando clamaram (Zc 7.13). A terra desejável se fez desolação (Zc 7.14).

        Ah, meus queridos, não podemos nos acomodar com a iniquidade e com a injustiça. Tudo isto atinge profunda e diretamente nossos valores cristãos. 

        Se colocarmos uma rã ou uma perereca numa panela com água quente, imediatamente, ela pulará para fora. Entretanto, se a colocarmos numa panela com água na temperatura ambiente e formos aquecendo aos poucos, ela vai se acomodando até morrer cozida.

         Atitudes e preceitos estranhos tem se infiltrado, sorrateiramente, em nossas vidas e em nossas igrejas. É a condescendência com o pecado. É a nossa consciência na chaleira. 
        Ah, como precisamos vigiar para não negociarmos com o inimigo, para não nos acomodarmos a ideologias inconcebíveis para a ética cristã.  
"Deus, conceda-me ousadia para não me calar diante da dor dos aflitos e da sagacidade dos maus. 
Pai, conduza-me de volta ao primeiro amor pela Sua Palavra. 
Que Ela seja sempre meu único referencial. 
Ensina-me, como Jesus, a praticá-la, em todo tempo, sem vacilar. Amém!"