“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

'Desfrutando da soberania de Deus!'

“Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa parte; por isso, na vossa terra possuireis o dobro, e tereis perpétua alegria” (Is 61.7)

Você já se sentiu injustiçado, aborrecido por ter sido afrontado pessoalmente ou porque alguém que você ama foi prejudicado, sem merecer?
Meses atrás estava orando, muito triste e revoltada, por uma pessoa amada que sofrera perdas injustas. 
Deus começou a ministrar no meu coração e me fez lembrar de José. Tudo que nos acontece faz parte de um projeto d'Ele pra amadurecer nossa fé, gerar obediência e para que desfrutemos do Seu cuidado em nossas vidas. 
Gostaria de compartilhar o que eu aprendi com você.

José foi traído ‘visceralmente’ pelos seus irmãos, aqueles que deveriam amá-lo e protegê-lo.
Faz-nos lembrar do texto: “Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu intimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à casa de Deus” (Sl 55.12-14).

A história de José (por volta de 1700 a.C.) é surpreendente. 
Filho de Jacó, bisneto de Abraão, foi vendido pelos seus irmãos. Levado como escravo para o Egito tornou-se empregado de Potifar (oficial do faraó). Foi caluniado, preso injustamente até que, ao desvendar um sonho do faraó, foi eleito governador do Egito. 
A revelação deste sonho, dada por Deus a José, levou-o a estratégias de modo que, anos mais tarde, quando havia fome em todo o mundo, o Egito tinha abundância de alimento.

Neste tempo, os irmãos de José chegam pedindo ajuda e José os acolhe no Egito, juntamente com o seu pai e todos os demais familiares.
Quando o seu pai Jacó morre, os irmãos temem represália da parte de José. Acreditam que chegara a hora da vingança. 
Entretanto, José responde:
“... Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 
Vós, na verdade, intentaste o mal contra mim; 
porém Deus o tornou em bem, para fazer, 
como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.15-21). 
José tem consciência de que os frutos das atitudes pertencem somente a Deus. Revela um espírito nobre, dependência de Deus, visão da soberania de um Deus de poder e projetos que, jamais serão frustrados (Jó 42.2).

            Naquele momento de ira e desolação, lembrei-me desta história e da certeza que a nossa vida está nas mãos de um Deus provedor; Senhor dos Senhores; Reis dos Reis. ALELUIA! 
           Sendo assim, nada deveria temer porque todas as coisas cooperarão para o nosso bem (Rm 8.28).

Hoje posso ver, com clareza, que isso aconteceu conosco. 
As perdas foram restituídas sobejamente por Deus e, pudemos experimentar da Sua graça e poder. Saímos fortalecidos na nossa fé, revigorados, tratados, desfrutando ainda, na prática, da valiosa verdade: tudo provém d'Ele.  
Creia, as perdas, as demoras, as frustrações, as dores 
quando depositadas nas mãos de Deus 
resultam em bênçãos sem medida, em conquistas surpreendentes. 

Este é o nosso Deus!  
Deus que torna o mal em bem (Gn 50.20).
Deus que, em lugar da vergonha, nos concede dupla honra (Is 61.7)”

Você tem buscado cumprir a vontade de Deus em sua vida? Tem dependido d’Ele? 
N’Ele a gente pode esperar! N’Ele a gente pode descansar!
“Entrega o teu caminho ao Senhor,
confia n’Ele e o mais Ele fará” (Sl 37.5)

ALELUIA! SOLI DEO GLORIA!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

'Sempre melhorando...'

Sempre melhorando - Aprendendo com as aranhas.
Texto Bíblico: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti... Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto” (1 Tim 4.14)

As aranhas, artrópodes aracnídeos, caracterizam-se por apresentarem uma estreita cintura que separa o tórax do abdômen. Produzem seda pelas glândulas ou fiandeiras do seu abdômen e com elas constroem teias.
Os fios de aparência tão delicada são, proporcionalmente, mais fortes do que o aço, com resistência equivalente a do Kevlar, fibra sintética (leve e resistente) fabricada pela Empresa DuPont, utilizada na fabricação de vestes de proteção como coletes à prova de balas, cordas, raquetes de tênis. Quando esticados, os filamentos da teia conseguem atingir quatro vezes o seu comprimento original, sem se romper.
A resistência dos filamentos é diretamente proporcional à força imposta pela aranha na hora de construção. Ela é capaz de aprender, de aperfeiçoar a construção da sua teia conforme a experiência, o espaço e os suportes disponíveis, adaptando-se às mudanças do ambiente em que vive, dentro de certos limites. Esta flexibilidade diante de desafios novos é fundamental à adaptação e à sua sobrevivência.
Para aprimorar suas teias e a sua aptidão de caçadora utilizam os seus poucos milhares de neurônios.

As aranhas papa-moscas tropicais (Portia) atingem no máximo um centímetro de comprimento. Como caçadoras, avaliam o ambiente e estabelecem estratégias de ação. Diante de uma presa temível, elas recuam, dão a volta e atacam por trás. 


*
Cientistas chineses estão estudando o desenvolvimento de redes sintéticas para captação de água utilizando o sistema das teias da aranha Uloborus walckenaerius de coletar a água presente no ar. 

O homem tem mais de 80 bilhões de neurônios. 
O que fazemos com eles?
Deus tem nos dado tantos dons, oportunidades, além da habilidade de aprender.
O que fazemos bem e que ainda pode ser melhorado?

A escolha é nossa. Podemos optar por criticar as dificuldades ou usar os recursos disponíveis como alavancas para construir algo original, expressivo.
Isto é possível se buscarmos aprimoramento, adaptar-nos aos novos desafios com alvos e estratégias a curto, médio e longo prazo.


Certa vez, perguntaram para um sábio: “Quantos anos você tem?” Ele respondeu: “Tenho os anos que me restam, porque os anos que já vivi, não os tenho mais. Eles já passaram, não são mais meus”.
Quantos anos você tem? Não importa quantos já viveu, as decisões tomadas hoje construirão o seu futuro.
A sabedoria é fazer do que resta uma grande festa, edificando um memorial inesquecível.
Isto não é regalia de ninguém e é possível aos que se dispõem nas mãos do nosso Deus:
“Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz,
e a glória do Senhor nasce sobre ti”.

É sempre bom lembrar que: 'Bom mesmo é quando a gente entende que não precisa ser perfeito, não precisa ser aceito, não precisa agradar todo mundo, não precisa estar sempre certo, não precisa ter razão, não precisa concorrer porque descobriu que bom mesmo é ser você' (autor anônimo).
Sim, isto é sinônimo de autenticidade, de maturidade! Viver sem querer superar o outro, viver consciente das minhas limitações, usando meus neurônios para superar os meus pontos fracos, para agradar a Deus e não a homens. O que deve me importar é o que Deus pensa de mim e não o que o outro pensa...

Para Refletir: Quais são as suas habilidades? Você tem procurado aperfeiçoar as aptidões, os recursos que dispõe ou os obstáculos tem sugado sua energia? Decida reagir. Anote num papel seus dons e as estratégias que você pode usar para aprimorá-los.

Oração: “Senhor, não permita que eu me acovarde diante dos empecilhos, das lutas, do imprevisível. Que eu não me acomode diante das impossibilidades, dos desafios. Orienta-me para que eu mude minhas atitudes de modo que a minha jornada seja fértil e agradável na Sua presença, cumprindo o Seu projeto. Que minha única meta seja agradá-Lo, em todo tempo. Em Jesus, amém”. 

http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/cientistas-imitam-teia-de-aranha-em-fibra-sintetica-para-coletar-agua-da-nevoa-20100204.html

sábado, 17 de novembro de 2012

Qual o maior segredo da vida?

Filho de peixe, peixinho é? 
Aprendendo com o camarão (Penaeus sp)
Texto Bíblico: “A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a sua aliança” (Salmo 25.14).

     O que diferencia e determina a nossa identidade? A nossa origem ou as nossas decisões?
Há um dito popular que diz: “Gatinho que nasce no forninho não é pão”. A sugestão é que o local em que nascemos não desvenda a nossa essência, o que somos de fato e verdade. Ou seja, somos frutos de nossas atitudes e, de certa forma, responsáveis pela nossa atual situação.
Isto, muitas vezes, dói. Quando pensamos nas oportunidades perdidas, em decisões erradas. Entretanto, a esperança brota quando lembramos que Deus renova a sua misericórdia a cada manhã (Lamentações 3.22-23) e, com ela, as oportunidades. Assim, podemos prosseguir, sem aceitar fatalidades. Não foi possível escolher o lar, a nação, as condições em que nascemos, mas podemos decidir o nosso futuro.

O ser humano tem considerado o coração como o local das decisões. Entretanto, ele é enganoso e desesperadamente corrupto (Jeremias 17.9).
Como os camarões, devemos ter o coração na cabeça. O que é isto? É tomar decisões, governar nosso destino não com a emoção ou por sentimentos passageiros; mas pela razão, pelos princípios da Palavra de Deus. Definirmos o nosso futuro, construirmos a nossa própria biografia, independente da história dos nossos ancestrais.
http://mundoestranho.abril.com.br/
Uma jovem cresceu num ambiente com valores questionáveis, com uma educação altamente permissiva. Isto a incomodava muito e, racionalmente, decidiu que teria uma vida diferente.
Aproximava-se de pessoas com padrão moral que apreciava e buscava conhecer os seus hábitos, tipo de festa que frequentavam, horários, vestimentas e até o modo como se alimentavam.
Seguia os limites estabelecidos pelos pais de suas amigas, mesmo quando pareciam rígidos. Para as amigas, um fardo; para esta jovem, um modelo novo, o acesso para uma vida digna. Esta moça estudou, tornou-se uma profissional competente e construiu uma família honrada.
           
Não importa a nossa herança, sempre é hora de buscarmos uma vida pautada na vontade de Deus.
Portanto, filho de peixe não é peixinho. Os filhos de pais infelizes não devem se acomodar e aceitar que o seu destino é sofrer, passar necessidades, suportar uma vida medíocre.

Por outro lado, os que vieram de famílias ilustres, não devem se apoiar nas obras de seus ancestrais. Há muitos parasitos de nomes, de bens, de realizações alheias. Cada um deve ser responsável pelas marcas que deixará.

Deus nos convida a despojarmos do velho homem que se corrompe pelo engano, a renovar o espírito da nossa mente e nos revestirmos do novo homem, sob a Sua direção, de onde provém toda fonte de justiça e retidão.
Alguém disse que: "O maior segredo da vida é gastá-la em algo que perdure mais do que ela" 

"Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo a provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão" (1 Co 3.11-14).
Que tenhamos os nossos olhos postos em Deus, o Santo de Israel, nossa Rocha eterna!

 (Desenho feito pela Deborah)

Para Refletir: Posso decidir o que desejo ou não cultivar em meu coração. Sejam sentimentos, valores, práticas ou cultura. Deste modo minha história poderá se tornar peculiar, um referencial para minha geração e para os meus descendentes. Tenho feito isso? Há algo a ser mudado? O que?

Oração: “Senhor, agradeço a oportunidade de escolher refazer ou reforçar a saga da minha família, da minha comunidade. Lapida o meu interior para que eu não reprise histórias infelizes. Ensina-me a reciclar os meus valores para que estejam afinados com a Sua vontade. Que eu deixe registradas marcas originais, resultantes do fruto do meu próprio esforço, um divisor de águas na minha geração. Em nome de Jesus, que me transforma em herdeiro de novos princípios, de uma nova vida, amém”.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

“Põe guarda, Senhor, e vigia o futuro dos nossos filhos”

(by Deborah)
“Então, Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu; e não deixou que as aves do céu se aproximassem deles de dia, nem os animais do campo, de noite” (2 Sm 21.10).

Qual o contexto histórico (2 Samuel 21)?
            Tempos de fome, por três anos consecutivos. Davi consulta ao Senhor e Deus lhe diz que esta penúria era resultado da culpa de sangue sobre Saul e sua casa por ele ter matado injustamente os gibeonitas. Havia uma promessa feita por Josué de que os gibeonitas seriam poupados por Israel (Josué 9.15-20).
           
Davi então procura este povo e pergunta o que deveria fazer para que a herança do Senhor fosse abençoada (2 Sm 21.3). Eles pedem a morte, por enforcamento, de sete filhos de Saul em Gibeá. Mefibosete foi poupado pela promessa que Davi tinha feito a Jônatas, seu pai.
Sete homens, filhos do Rei Saul, foram mortos no princípio da ceifa da cevada. Dois deles eram filhos de Rispa e netos de Aia.
Rispa, então, tomou um pano de saco e o estendeu sobre uma rocha e ficou vigiando desde o principio da ceifa até que caiu água do céu. Rispa não admitia que seus filhos mortos fossem comidos pelas aves ou animais selvagens.

O que aprendo com esta história?

  1. Temos que zelar pelas alianças e promessas que fazemos.
Esta história é resultado da quebra de uma aliança feita precipitadamente, mesmo tendo sido ela feita no passado e por outra pessoa.
Hoje vemos menosprezo pelas alianças; desrespeito pelos sentimentos, integridade e propriedade do próximo.
Muitos fomentam o divórcio, removem marcos antigos estabelecidos pelos pais (Pv 22.28), adulteram o direito dos desfavorecidos, corrompem a justiça, mudam a lei a seu favor. Deus diz que será amaldiçoado quem assim o fizer (Dt 27.16-26).
Deus abomina o divórcio, a corrupção, a infidelidade e a deslealdade. Em Malaquias 2, Deus nos adverte duas vezes: ‘cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis’ (Ml 2.14-16).

Isto traz temor e tremor ao nosso coração e o que nos conforta é a lembrança da graça e da misericórdia de Deus, mediante Cristo Jesus.
Se pecarmos, mas nos arrependermos, de fato e de verdade, podemos crer que, quando o inimigo apontar o dedo pra nós, nosso advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, intercederá, mostrando as marcas de onde Seu sangue foi derramado, a nosso favor. ALELUIA! Obrigada Senhor! 

Entretanto, reconheçamos a nossa necessidade de sermos perdoados, transformados e tratados por Deus e clamemos para que, em nosso futuro, Ele nos ajude a não banalizarmos a preciosa redenção em Cristo Jesus:
‘Deus, tenha misericórdia de nós, perdoe os pecados do nosso passado, a nossa inconsequência. Perdoe as alianças que fizemos e não cumprimos e nos auxilie, no abrir de nossa boca e nas nossas atitudes, a não desagradar o Seu Santo Espírito. Em Cristo Jesus, amém’.

  1. A dor revela o cerne de um caráter
O principio da ceifa ocorria nos meses de abril e maio e o início das chuvas se dava no mês de outubro. Acredita-se, então, que Rispa tenha ficado ali por cerca de seis a sete meses (comentário da Bíblia Vida Nova, pg 351, 3ª Ed. 1980).
Rispa revela um caráter audacioso e dedicado num momento tenso, de violência e insegurança.
Rispa poderia ter ficado chorando seus mortos, murmurando em seu canto, mas não o fez. Sob o sol escaldante do deserto, numa situação totalmente desconfortável, demonstra o amor de uma mãe atuante, fazendo o que podia pelos seus filhos já mortos, como uma última homenagem.

E nós? O que temos feito hoje pelos nossos filhos, nossos jovens, mortos pelo pecado? Muitos deles exalando cheiro forte da morte procedente de vícios, imoralidades, idolatria. Temos nos acovardado e fugido ao invés de enfrentar?
Precisamos zelar pelo bem estar dos nossos amados e enxotar, com firmeza, as aves de rapina que se aproximam visando remover marcos de valores eternos.
Olhe ao seu redor, convide pra sua casa jovens da mesma idade dos seus filhos, com valores que agradem a Deus. Estimule seu filho a cultivar amizades com pessoas que edificam, com boa formação moral, espiritual e inculque neles os princípios de Deus para que as colheitas do futuro sejam abençoadoras para todos.
Muitas vezes nos deparamos com notícias de jovens que estavam com amigos errados, na hora errada e, envolvidos por estes amigos, foram cúmplices de atos que afetarão o resto de suas vidas. 
Que voltemos o rosto para o Senhor, estendendo panos de saco representados por um lamento sincero vindo do arrependimento, mortificação pelo pecado sobre a rocha eterna, a Sua Palavra. Vamos clamar ao Pai pelas suas promessas de redenção, em prol dos nossos filhinhos. Que perseveremos na torre de vigia da oração, em todo tempo, sem desistir.
"Voltei o rosto ao Senhor Deus, 
para O buscar com oração e súplicas, 
com jejum, pano de saco e cinza" (Daniel 9.3)

E o que temos feito pelos nossos filhos vivos, regenerados por Deus? Temos pagado o preço de orar por eles? Mesmo que eles estejam firmes com o Senhor (benção!!!), vamos clamar preventivamente como fazia Jó, nas madrugadas (Jó 1.5).

‘Oh, Senhor, dá-nos pressa em nos acudir; inclina os ouvidos à nossa voz. Põe guarda, Senhor, à porta dos nossos lábios e vigia o futuro dos nossos filhos. Não permitas que os nossos corações se inclinem para o mal, para a prática da perversidade... Guarda-nos dos laços dos que praticam iniquidade. Pois em ti, Senhor Deus, estão fitos os nossos olhos: em Ti confiamos; não desampares a nossa alma” (oração baseada no Salmo 141)

  1. Atitudes singelas podem beneficiar toda a terra.
“... Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra” (2 Sm 21.14)

Davi fica impressionado com a atitude de Rispa ao ponto de tomar os ossos de Saul e os dos enforcados e enterrá-los na sepultura de Quis, seu próprio pai.                
A Bíblia nos afirma que Deus agradou-se de tudo isto e se tornou favorável para com a terra. Não sei exatamente o motivo da satisfação de Deus (se foi com a justiça praticada pela aliança não cumprida, pela atitude de Rispa ou de Davi), mas sei que Deus se agrada e honra o zelo dos pais.

Moisés estava destinado a ser morto pelas parteiras egípcias, porém, sua vida foi poupada graças à intervenção de Deus e a iniciativa de sua mãe (Ex 2.1-10).
A fé da sunamita em buscar socorro em Eliseu, homem de Deus, fez com que seu filho fosse ressuscitado (2 Rs 4.8-37).
O clamor da viúva de Naim pela morte do seu único filho comoveu o coração de Jesus e o menino foi ressuscitado durante o seu velório (Lc 7.11-17).
Pai de amor, que visita o seu povo, que não está alheio a dor de uma mãe, de um pai, de uma esposa(o). Que possamos erguer nossa voz, continuamente, em favor dos nossos amados. 
Quando oramos envolvemos Deus em nossa história, em nossa família.
Jesus Cristo nos estimula a orar e complementa dizendo que Deus nos responderá nos presenteando com o melhor, com o Espírito Santo. Deus que compartilha conosco da Sua própria divindade, o Espírito Santo, que nos consola, nos concede fé, paciência para esperarmos pelo cumprimento de Sua promessa.
Deus fiel, que prometeu satisfazer todas as nossas necessidades (Sl 37.4-5) e que, se crermos no Senhor Jesus, toda nossa casa seria salva (Lc 11.9-13; At 16.31). ALELUIA!
“Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á;
buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra;
e a quem bate, abrir-se-lhe-á”  (Lc 11.9-10)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

'Exalando o bom perfume de Cristo'

Aprendendo com os chimpanzés (Pan troglodytes)

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

A morte, apesar de inevitável, deixa a todos perplexos. Ficamos desolados ao ver a interrupção da vida, seja qual for a idade e o estado de saúde do falecido.
      Alguns animais também apresentam sentimentos com relação aos mortos.

Uma pesquisa, desenvolvida na floresta do Congo, mostrou que um leopardo empalhado, segurando entre os dentes um filhote de chimpanzé, também empalhado, foi ferozmente atacado com pauladas por chimpanzés adultos.
Na manhã seguinte o pesquisador retirou o leopardo e deixou somente o chimpanzé inerte. O bando voltou e formou um círculo ao redor dele. Uma fêmea cheirou o filhote morto e, em silêncio, olhou para os demais, com visível tristeza.
No decorrer do dia permaneceram quietos, num silêncio estarrecedor. Para proteger um filhote desconhecido atacaram o leopardo, submetendo-se a riscos1.
http://diariodebiologia.com/
http://ultimosegundo.ig.com.br


Outro caso curioso foi o do esquilo que defendeu arduamente o companheiro morto, do ataque de corvos2.

Cabe aqui uma reflexão sobre os nossos sentimentos pelos que perecem espiritualmente. A morte física nos afeta mas, geralmente, nada podemos fazer. Como cristãos, temos consciência que a morte espiritual é mais deprimente por ser eterna e por nos separar da presença e da paz que procede do Pai.
Isso não deveria arder o nosso coração, nos impulsionar a falar do amor de Deus a todos, em todo tempo?

O apóstolo Pedro afirma que somos filhos de Deus, regenerados, tratados, participantes de uma nação santa, de um povo que tem um alvo. Qual alvo? Proclamar as virtudes daquele que nos chamou.
Quando cumprimos nossa missão, vidas sem esperança achegam-se ao trono do Pai onde são transformadas em povo santo, de propriedade exclusiva de Deus e passam a exalar o bom perfume de Cristo e não mais o aroma de mortos.

Um testemunho de um ex-presidiário do Carandiru, relatado em 2008 durante a Convenção dos Gideões Internacionais, emocionou a todos. Confinado num quarto super estreito, esse homem teve sua morte decretada por sorteio efetuado pelos colegas de cela. Morreria às 18 horas, quando ecoasse pelo alto-falante a música 'Ave Maria'. Angustiado, pegou um Novo Testamento, distribuído pelos 'Gideões Internacionais', e leu: “...Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10.13). 
Agarrado a esta promessa, passou o dia clamando a Deus por socorro. Não queria morrer. Inexplicavelmente, às 17h50min, foi mudado de cela. Meses depois desfrutou de mais um milagre: sair da prisão. Quando testemunhou, sua atividade era vender tapioca na praia e falar a todos do amor salvador de Deus.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/album/p_08carandiru_02.shtml
Como é bom conhecer o Deus vivo, Deus de milagres, que trata particularmente conosco, restaurando vidas e trazendo alegria para o amargurado. Como é prazeroso levar outros a conhecer esse Deus tremendo e a provar do Seu poder transformador.  

Para Refletir: Como está a sua vida interior? Tem desfrutado da Presença de Deus, o Único que pode lhe dar vida real? Tem compartilhado desse amor inefável às pessoas que sofrem, que agonizam na desesperança?
Oração: “Obrigado Senhor porque em Sua Presença encontro o manancial da vida, conforto, ânimo para prosseguir. Dê-me disposição e amor para pregar a beleza da Sua salvação para os que ainda não a conhecem; cumprindo a missão que compete a mim. Em nome de Jesus, que me conduz a refletir e a desfrutar do Seu puro e imenso amor. Amém".

Citações:
Washburn, S.L; Jay, P.C. Kortlandt, A. More on Tool - Use Among Primates. Current Anthropology, v. 8,n. 3, p. 253-257, 1967.
2 http://mais.uol.com.br/view/e8h4xmy8lnu8/esquilo-x-corvos--solidariedade-animal-0402183366C4C96346?types=A&

terça-feira, 13 de novembro de 2012

'Pausas: a alma do compasso'

E vivam as pausas, a espera: elas potencializam os 
próximos compassos de nossa vida...

Aprendendo com a aranha (Nephila sp) 
Texto Bíblico: “Bendito o homem que confia no Senhor... ele é como árvore plantada junto às águas... no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto” (Jr 17.7-8)

(Desenho by Deborah)
A teia da aranha, geometricamente admirável, é fruto da excreção de várias glândulas, com fios distintos na espessura, conteúdo e função.
Após a escolha do local para a sua morada, a aranha tece um fio longo e fino que “voa” até achar uma superfície, onde se gruda. A aranha o percorre várias vezes, delicadamente, alicerçando-o com outras secreções. Do meio deste fio produz outra linha que, grudando em outra superfície, forma um Y, ponto de partida e o grande eixo de apoio da teia. Em seguida, adiciona outros fios como raios, similares aos de uma roda de bicicleta. Essa espiral contém fios visguentos, com função de armadilha.

A aranha elege um local de refúgio para onde direciona fios secos, ligados ao centro. De lá, pela vibração do fio, avalia o tipo e o tamanho da presa fisgada. Quando o animal está cativo e indefeso, ela direciona-se a ele pelos fios secos e, tranquilamente, saboreia a sua refeição.

Muito interessante. Entretanto, sempre questionei isso: - Qual seria a vantagem de se construir uma prisão, de restringir o seu próprio espaço?
Até que entendi que, apesar da limitação de espaço, da falta de asas, as teias possibilitam que a aranha habite com segurança, abrigue os seus ovos e capture insetos. Sem se expor a predadores, obtém tudo que necessita para sobreviver. 

Há quem goste de ambientes restritos, da intimidade de um pequeno agrupamento, da solidão da beira de um rio. Outros preferem o burburinho de grandes cidades. Cada um com o seu jeito peculiar de ser.
Porém, o que determina a qualidade de vida está no modo que desfrutamos de cada momento e também das pausas. A pausa traz sentido à música e a nossa vida também. Elas devem servir para reflexões, para nos sensibilizar, potencializar nossa atenção para os próximos compassos, de modo que apreciemos cada detalhe de nosso arranjo.

 Muitos se queixam das pausas. Elas podem ser resultado de uma doença inesperada, uma perda, uma impossibilidade ou circunstâncias inesperadas, requerendo novas estratégias ou rumos. Entretanto, a ausência das pausas pode embotar nossos sentidos. A agitação contínua e intensa pode dificultar que gozemos das primícias de Deus.

Madame Guyon (1648-1717), confinada no cárcere da Bastilha (França), escrevia poemas que revelavam uma profunda intimidade com Deus. Deles jorrava uma alegria intensa que transpassava os muros da prisão denunciando uma liberdade inexplicável para os poderosos da sua época.
Não importam o espaço ou as pausas que dispomos, se houver sonhos, ninguém conseguirá restringir a fronteira da nossa imaginação. O nosso interior tornar-se-á um abrigo exclusivo, um patrimônio tão elevado quanto a nossa proximidade de Deus. Isso fará de nós companhias agradáveis para nós mesmos e para o próximo.

Para Refletir: O que há de interessante para apreciar? Um pôr-do-sol, diferente a cada entardecer? O perfume das flores? O tecer da teia pela aranha? A elegância dos movimentos de um gatinho? Um poema?
Oração: “Obrigado Senhor por tantas maravilhas. Que eu aproveite cada uma
delas, seja pelo tato, coloração, sabor, som. Obrigado pelos relacionamentos que enriquecem o meu interior com novas idéias e ideais. Ensina-me a apreciar cada momento, cada pausa, cada detalhe como presentes valiosos que evidenciam Seu grande amor. Em Cristo Jesus, amém!”

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

'Dia Nacional de Ação de Graças'

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS
         "Entrai por suas portas com ações de graças..." (Salmo100.4).
            O "Dia de Ação de Graças" originou-se nos Estados Unidos por peregrinos que alí chegaram de navios e fundaram treze colônias. Após um ano de muita luta, obtiveram uma abundante colheita. Agradecidos e emocionados, no outono de 1621, celebraram um culto de gratidão a Deus.
         Nascia o "Thanksgiving Day", celebrado até hoje nos EUA, na quarta quinta-feira de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt, em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.  

      O embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, participando, em Washington, da celebração do Dia Nacional de Ação de Graças, falou em tom profético: "Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus".
No governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou a Lei 781/49, que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças.

            Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco modificou esta Lei, dizendo que não a última, mas a quarta quinta-feira do mês de novembro seria o Dia Nacional de Ação de Graças, para coincidir com esta celebração em outros países.
Em tudo e por tudo devemos dar graças a Deus!

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        Cerca de 10 anos atrás, o Rev. Magno Vinicius Paterline, nosso pastor na Igreja Presbiteriana  do Brasil em Jaboticabal (SP) teve a iniciativa de promover a comemoração do Dia de Ação de Graças.  
        Mudamos com nossa família para Ituverava (SP) e este será o quarto ano em que celebraremos na IPB o Dia de Ação de Graças, nos moldes ensinados pelo pastor Magno.
          A cerimônia é muito significativa e segue a Ordem Litúrgica, como sugestão:

Ordem Litúrgica
  • Prelúdio Instrumental
  • Palavras do dirigente da liturgia
  • Convite a Adoração:
Todos: "Senhor, a ti pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Graças te rendemos porque somos parte de tua criação maravilhosa. Senhor, tu nos fizeste e nos amas. Tu és a nossa rocha e a nossa fortaleza. Recebe, Senhor, toda a nossa gratidão"!
  • Processual de Entrada das Bandeiras (Brasil, São Paulo e Ituverava - SP), carregadas por 3 jovens.
  • Hino Nacional Brasileiro cantado pela igreja.
Agradecemos pela pátria
Dirigente - Rendemos-te graças, Senhor, pela pátria que nos deste, com tudo o que nela existe de esplendor e de beleza. Agradecemos as bênçãos que tens derramado sobre o nosso Brasil.
Congregação - Agradecemos-te pela liberdade que temos de ler e pregar a tua Palavra em nosso país.
Dirigente - Louvamos-te porque nos despertas e capacitas para sermos tuas testemunhas, disseminando em nossa pátria a mensagem salvadora de Jesus.
Congregação - Que no Brasil reine a justiça, a união e a paz verdadeira, que só Cristo pode dar, pois só é feliz a nação cujo Deus é o Senhor.
Todos: Rendemos-te graças, porque a tua misericórdia dura para sempre.

  • Processual de Entradas das Oferendas:
    • Jovens entram carregando cestos com frutos, legumes, azeite, mel, cana de açúcar, trigo, filhotes de animais (pintinhos, coelhos, patinhos) que são depositados na frente da igreja - sobre a mesa e em gaiolas previamente preparadas.
  • Oração de gratidão
  • Dirigente: Hino 63: Ações de Graças
  • Salmos 65.1-2,5,9-13:
Dirigente: A Ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a Ti se pagará o voto.
Congregação: Ó Tu que escutas a oração, a Ti virão todos os homens.
Dirigente: Com tremendos feitos nos respondes em tua justiça, ó Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos.
Mulheres: Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões.
Dirigente: regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhes abençoa a produção.
Homens: Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura,
Dirigente: destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.
Todos: O campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de espigas; exultam de alegria e cantam.

  • Apresentação do Coral: Um hino ao Senhor
Agradecemos pela vida
Dirigente - "Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente".
Congregação - Disse Jesus:"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância".
Dirigente - Nós te agradecemos, ó Senhor, pelas vitórias que nos dás por intermédio de Cristo Jesus.
Congregação - Nós te agradecemos pelas alegrias que nos tens proporcionado, porque na tua destra há delícias perpetuamente.
Dirigente - Agradecemos-te pela oportunidade que nos dás de usarmos nossa vida cooperando na expansão do teu reino aqui na terra.
Congregação - Rendemos-te graças, Senhor, porque a tua misericórdia dura para     sempre.
Todos: Louvamos-Te, ó Deus, porque em anos de lutas e glórias, as Tuas mãos tem dirigido nosso destino.

  • Oração de gratidão.
  • Ministério de Louvor
Agradecemos pela família
Dirigente - Graças te damos, Senhor, pelo cuidado que tens para com nossos lares, ajudando-nos em todas as necessidades.
Mulheres - Rendemos-te graças pelo fortalecimento espiritual que as famílias cristãs recebem de ti.
Homens - Agrademos pela dignidade que conferiste à mulher, coroando com diadema santo a esposa e a mãe cristã.
Dirigente - Damos-te graças pelo pai cristão, que busca orientação em tua Palavra e confia somente em teu amor e em tua sabedoria.
Congregação – Rendemos-Te graças porque tens oferecido vida em abundância à nossa família, numa terra farta.
Todos - Rendemos-te graças, Senhor, porque a tua misericórdia dura para sempre.

·         Mensagem
·         Dirigente - Hino 61: As muitas bênçãos
·         Ofertas de Gratidão – Oração pelas ofertas consagradas.
·         Agradecimento aos visitantes: Sejam bem vindos em nome do Senhor!
·         Benção Sacerdotal (Todos juntos): Números 6.24-26:     
·         “O Senhor nos abençoe e nos guarde;
·         O Senhor faça resplandecer o rosto sobre nós
·         E tenha misericórdia de nós;
·         O Senhor sobre nós levante o rosto e nós dê a paz”

·         Pósludio Instrumental


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Quem não tem competência, corra atrás dela!"

Quem não tem competência, corra atrás dela!
Aprendendo com o jabuti (Geochelone carbonaria)
Texto Bíblico:... esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3.13-14)

O dito popular: “Quem não tem competência, não se estabelece”, me incomoda. Não consigo concordar com ele. Não seria se acomodar na derrota, antes mesmo de tentar? Não ficaria melhor assim: “Quem não tem competência, corra atrás dela”? Quem não tem aptidão, trabalhe pra alcançá-la?

Quantos tem olhado para o passado e ficado triste pelas oportunidades perdidas? Sentem-se derrotados, incompetentes...
O que fazer? Acomodar-se e afundar-se na lástima ou levantar-se e avançar, crendo que o Senhor segura todo aquele que O busca, pela mão: “Se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Salmo 37.24).

Muitas vezes temos alvos e não conseguimos atingí-los. Entretanto, creio que se eu não posso fazer como gostaria, devo fazer como posso; sem afundar-me na autopiedade, chorando a falta de capacidade, de recursos. 
Devo sonhar, devo arriscar, esforçar-me para superar os meus próprios limites, sem lastimar que os outros possuem mais recursos que eu. 
É a mulher de ‘meia-idade’ que decide fazer supletivo e uma faculdade. É o homem que decide estudar e prestar um concurso. É o desempregado que aprende um novo ofício.

"Luz difusa produz pouco brilho, mas luz concentrada produz fogo" (Rick Warren). Sem foco e sem concentração, divagamos e não vamos a lugar nenhum...

O jabuti desloca-se, vagarosamente, em busca de ambientes adequados e alimento para sua sobrevivência. Caminha no seu ritmo, sem querer ser uma lebre. Será que é por isso que vive tanto? Sempre levando sua casa, na forma de um casco duro e rígido. Fardo difícil de carregar, mas que lhe dá abrigo contra os predadores.

Assim acontece conosco. Situações que dificultam nossa caminhada podem representar oportunidades, refúgio. Em alguns momentos, um fardo; em outros, auxílio.  
Certo homem, durante anos, queixara-se de sua vida de servente de um magnífico hotel, repleto de pessoas ricas e cultas. Se tivesse aproveitado suas horas de folga, a proximidade de estrangeiros para estudar línguas, aprender coisas novas, poderia ter avançado profissionalmente. 
Se continuarmos fazendo as coisas sempre da mesma forma, nada de novo acontecerá.

Se temos nos sentido pequenininhos, incompetentes, vamos buscar, em Deus, sonhos audaciosos com a certeza de que Ele nos concederá, junto com os sonhos, os recursos necessários para conquistá-los.
 Entretanto, devemos ficar atentos. Deus nem sempre dá o que queremos, do modo que pensamos e sim o que necessitamos para progredir. 
Nem sempre na mesma medida que o outro recebeu, mas com menos podemos fazer mais, sob a Sua direção e com a nossa persistência.
Se durante os tempos de paz nos esforçarmos, menos sofreremos em tempo de angústias. As forças especiais da Marinha americana apregoa: 'Quanto mais suamos nos períodos de paz, menos sangue derramaremos em tempos de guerra' (Steve Chandler, 2009).


Que Deus nos ajude, em nossa caminhada, a superar os impedimentos. Conscientes de que, sob o aval de Deus, as pedras encontradas pelo caminho não são para nos derrubar e sim instrumentos para fortalecer nossas pernas, preparando-nos para novos e extraordinários desafios.

Tendo em mente que o mais fascinante não são as aquisições materiais e sim a superação de barreiras, ultrapassar os nossos próprios limites; sempre cuidando para não perdermos a essência e nem negociarmos valores eternos.

Para Refletir: Quem é o seu referencial quando pensa em limites? Seu passado ou o seu próximo?  
Pense em superar a si mesmo e não os outros. Somos diferentes, cada um com seus limites, aptidões, valor intrínseco. 
Não se alegre por ter conseguido algo que o outro não conseguiu. Nas vitórias, comemore os avanços, considerando seu próprio passado, usando as derrotas pra refletir no que deve ser mudado. 
Celebre as limitações que conseguiu superar. Faça de sua vida um grande e magnífico banquete!

Oração: “Senhor, que eu confie sempre no Seu poder que opera em minha vida. Segura as minhas mãos, ensina-me a avançar, no compasso que o Senhor me conferir. Sempre com o coração grato, porque na Sua presença, o amanhã será melhor do que o hoje. Em nome de Jesus, amém!”