“... Sob a Tua Palavra lançarei as redes" (Lc 5.5b)


'O Teu caminho, ó Deus, é de santidade.

Que Deus é tão grande como o nosso Deus?

Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder" (Sl 77.13-14)


terça-feira, 12 de setembro de 2017

'Bélgica - Veneza do Norte"

          Com a minha irmã Carmen Silvia, tivemos a feliz oportunidade de conhecer a Bélgica (Europa Ocidental) e sua capital, Bruxelas, sede da OTAN.
        País com pequena área territorial (é possível atravessá-lo de carro em apenas 3 horas), grande densidade populacional e o maior número de castelos, por área.

        Na Bélgica pode-se ouvir, no dia a dia, 3 línguas: holandês (norte), francês (sul) e alemão (minoria). Há quem diga que ela expressa a disciplina alemã, o encanto francês e a liberalidade holandesa. Enfim, um país exuberante pela diversidade de seu povo e dos seus atrativos naturais (vales férteis, floresta encantadora e peculiar, planície costeira, lagos drenados em canais).

       País com um histórico comovente, marcado por muitas guerras e invasões, chegando a receber o apelido de 'campo de guerra da Europa'. A Bélgica foi o palco da grande derrota do imperador francês Napoleão, na famosa Batalha em Waterloo, no dia 18 de Junho de 1815.


        No entanto, destaca-se também pelo seu histórico de superação, demonstrando força e perseverança mesmo diante de tanta dor e adversidade. Os belgas destacam-se pela qualidade do seu trabalho e criatividade, em diferentes áreas: chocolate, cerveja, aço, diamantes e também nas histórias em quadrinhos: 'Aventuras de Tintin', 'Smurfs', 'Astérix e Obelix'.

         Apesar de não produzirem uma amêndoa de cacau, sua produção de chocolate é extraordinária tanto pela quantidade (mais de 200 mil toneladas/ano) e qualidade de suas receitas e design (diferentes marcas famosas no mercado). Particularmente me apaixonei pela marca Godiva que impregnou minha boca e a minha memória com sabor indescritível.

        Em Bruxelas visitamos o Palácio Real, Parlamento, Catedral São Miguel (estilo gótico) e o Atomium, construído em 1958. 
          O Atomium, situado no Parque Heysel, possui 103 metros de altura e é considerado a torre Eiffel de Bruxelas.  Representa um cristal elementar do ferro ampliado milhões de vezes, com tubos formando 8 vértices. As esferas, ligadas por tubos com escadas possuem janelas de onde se pode divisar a cidade.
        De Bruxelas fomos para Gante onde passeamos no centro antigo medieval e em algumas lojas. Numa delas, cai num degrau (mal posicionado). Esta queda rompeu os tendões do meu ombro, motivo de noites difíceis com dores imensas que perduraram muito após o meu regresso para o Brasil. Felizmente, de dia conseguia sobreviver.
          De Gante fomos para Bruges com sua igreja com duas torres, uma delas inacabada, túnel sob rio que facilita a passagem dos navios. Cidade lindíssima, com inúmeros canais, lembrando a cidade de Veneza na Itália e por isso é conhecida como 'Veneza do Norte'. Nas margens dos canais existem muitas peculiaridades como ruínas e moinhos. 
           Em Bruges, além de lagos (Lago do Amor), igrejas e praças (Mayor e Atalaia), fizemos um inesquecível passeio de barco pelos seus canais.

          Estivemos na Grand-Place (Grote Markt), que nos encantou pela sua arquitetura, tendo sido considerada, por muitos, como a praça mais bela do mundo. Localizada no centro da cidade e com 1 hectare de área abriga muitos monumentos e tem sido muito usada para concertos e comemorações. Local histórico, foi reconstruída após o severo bombardeamento sofrido em 1695. Ficamos algumas horas nesta praça e quando a noite chegou, foi fascinante admirar a iluminação colorida dos seus prédios, que mudavam numa proposta muito interessante.     
          
          Saimos depois para Antuérpia, segundo maior porto da Europa (margens do Rio Escalda), com o mercado de diamantes mais importante do mundo. Acredita-se que seja responsável pela negociação de 80% dos diamantes brutos e 50% dos lapidados, de todo mundo. Pudemos apreciar a lapidação de diamantes e também a Praça Mayor, casas históricas, igrejas, construções medievais, jardins, museus.
        Na Bélgica tomei a melhor sopa de toda minha vida: de mexilhões. Deixou muitas saudades... Ficou o gostinho de 'quero mais'.
         Sonho em voltar pra provar esta sopa de novo e apreciar com mais tempo seus canais, praças, povo.

          Deus abençoe os belgas, que continuem levando sabor ao mundo e ensinando que não importa o tamanho da área territorial e sim o uso que se faz dela.





          

terça-feira, 22 de agosto de 2017

'Entre no barro e pisa a massa'

        Buscando uma terrinha pra comprar, meu marido e eu visitamos um sítio bem abandonado. A esposa do caseiro nos disse: “Ah, faz cinco anos que este sítio está à venda. Não dá pra fazer uma horta, nem plantar nada porque estamos sempre esperando ir embora”. 
        Lamentável... Se estes caseiros fizessem uma horta, um pomar, arrumassem o sítio incluindo a casa em que moravam, poderiam não só ter contribuído para a sua venda como também seriam disputados para morarem e trabalharem, em melhores condições.
“Quem fica observando o vento não plantará e
quem olha as nuvens nunca colherá” (Ec 11.4)
        Tenho aprendido que mesmo que os tempos não sejam propícios e que não haja esperança que eu aproveite os frutos, devo semear com generosidade, em todo tempo e em todo lugar O generoso é abençoado com livramento, proteção, alegria, conforto nas adversidades (Salmo 41.1-3).

        Um coração submisso a Deus é generoso, tem sonhos sintonizados com o d’Ele. Deus tem uma aliança de ser o nosso sócio nos investimentos que Ele mesmo projetou. Não projetos medíocres, imediatistas, mas algo que terá o sentido de eternidade.
        Deus tremendo, que faz de nós canais de bênçãos e não reservatórios.

      Conta-se que certo dia, Livingstone, médico inglês, missionário na África recebeu uma carta da Inglaterra perguntando sobre a qualidade das estradas da África porque intencionavam enviar pastores. Livingstone respondeu que pastores que necessitavam de estradas abertas para pregar o evangelho eram totalmente dispensáveis.
     Impactante!  'Tenho esperado estradas, portas serem abertas? Tenho sido abatida por pequenos obstáculos? Tenho sido serva dispensável? Inútil?'

        Se eu quero construir algo novo, preciso me esforçar, não ficar de braços cruzados (Ageu 2.3).
        Nas mãos do Deus Altíssimo os recursos mais simples, as iniciativas mais humildes tem desdobramentos extraordinários, eternos.
O que precisa ser mudado?
        É preciso pagar o preço pelo nosso lar, pelos nossos relacionamentos, pelo Reino de Deus. 
        Deus sempre estará nos surpreendendo, fazendo com que do novo campo lavrado, mesmo em tempos desfavoráveis, sementes se multipliquem profusamente, com qualidade muito superior aos nossos mais ousados sonhos.

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        E, finalmente, segue um texto lindo do pastor Magno V. Paterline sobre o recado do profeta Naum (650 A.C):
“Tira água para o tempo do cerco, fortifica as tuas fortalezas, entra no barro e pisa a massa, toma a forma para os ladrilhos.” (Na. 3:14)
        "Em outras palavras: Acabe com o luxo, com o nariz empinado, com o medo de sujar as mãos, os pés e a roupa.        Entre no barro e pise a massa. Coloque-se na posição de servo; coloque-se ao lado dos outros na obra de Deus; Não se omita. Não se desculpe. Entregue-se ao trabalho, ao suor, à luta pela causa nobre do Evangelho de Jesus Cristo!
        Chega de marasmo, chega de hesitação, chega de teoria, chega de contemplação duvidosa e longa demais. Saia da cama, saia do comodismo, saia de casa. Desça o monte, venha para o vale, caia na real. 

Entre no barro e pise a massa!
        Você já ouviu a Palavra, você já conhece o Evangelho, você já se viu no espelho. Agora é preciso crer, é preciso obedecer, é preciso renunciar a vontade da carne, é preciso testemunhar. Vamos, entre no barro e pise a massa!
        Você já orou, você já esperou, você já planejou. Agora é o momento de sujar as mãos no barro e fabricar tijolos para construir fortalezas contra o vício, contra o pecado, contra o emaranhamento da sua dúvida. Agora é hora de curar os enfermos, de vestir os desnudos, de dar de beber aos sedentos, de dar de comer aos famintos, de visitar os presos, de hospedar os forasteiros, de proclamar libertação e anunciar as Boas novas do Reino.
        Você ainda vai continuar esperando o quê? 
Entre no barro e pise a massa!"

 

sábado, 19 de agosto de 2017

'Se... faz toda diferença'

         Dois anos após Rudyard Kipling (1865-1936) ter ganhado o Prêmio Nobel de literatura (em 1907), escreveu o seguinte poema para seu filho, John, na época com 12 anos. John veio a falecer aos 18 anos, durante a Primeira Guerra Mundial:


Diante de tantos desajustes e corrupção no Brasil, 
vale lembrar que...
"SE" (Rudyard Kipling, 1909; tradução de Guilherme de Almeida)


"Se és capaz de manter a tua calma quando 
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; 
De crer em ti quando estão todos duvidando, 
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar -- sem que a isso só te atires,
De sonhar -- sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo,
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais -- tu serás um homem, ó meu filho!"

          Que possamos manter a calma e, especialmente a fé naqu'Ele que tudo pode e nenhum dos Seus planos pode ser frustrado (Jó 42.2).

"... autoridades exigem dinheiro por fora, e juízes recebem presentes para torcer a justiça... todos planejam fazer coisas más... 
Mas está chegando o dia em que Deus vai castigá-los... 
Naquele dia, haverá confusão geral...
Eu, porém, ponho a minha esperança em Deus, o Senhor, e confio firmemente que Ele me salvará. 
O meu Deus me atenderá" 
(Miqueias 7.1-7). ALELUIA!!!


'Perdoar para viver livre'

DEUS, NOS ENSINA A PERDOAR!
“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, 
porque não sabem o que fazem.” Lc 23.34

"Quando pensamos no perdão, devemos nos perguntar sobre o que devo fazer para aprender a perdoar e como me fazer perdoável nas relações. Bem sabemos que as nossas relações, sejam familiares, conjugais, eclesiásticas, profissionais, fraternas etc., são marcadas, aqui e acolá, por desajustes e fraturas, que necessitam do exercício do perdão como chave para desmantelar os mecanismos de destruição da alma e do coração, sem o que, nossa existência fica absolutamente comprometida.

Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, viveu debaixo de intenso sofrimento, bebeu o cálice da dor, da humilhação, mas não sucumbiu ante todo o sofrimento, porque soube liberar perdão aos seus inimigos, não por obrigação, mas como expressão da graça do Pai, entendendo que disso dependeria sua sobrevivência. Lembremo-nos de que o perdão são as pegadas da graça que deixamos na estrada da vida e que nos habilita a prosseguir segundo a misericórdia com que fomos alcançados. Eis um tremendo conforto!" - 
Fonte: Cada Dia - Abril de 2011 - Autor: Marcos Azevedo


Que aprendamos a nos doar mais e a nos doer menos
Exigir menos e a entregar mais... 
Afinal, se quisermos ir longe, devemos levar pouca coisa em nossa mochila, especialmente as pedras que recebemos. 




quinta-feira, 27 de julho de 2017

"A beleza da corrida" - Deborah Nogueira Couto

Memórias de uma tarde no Parque do Sabiá (Uberlândia - MG)
Deborah Nogueira Couto -  14 de julho 2015
         Outro dia, eu estava caminhando no Parque do Sabiá e um tornado passou por mim. Um tornado desses que derrubam as papeladas que guardamos nas mesinhas entre os neurônios... Logo comigo, q sempre tive problemas com papéis quando não há canetinhas por perto! Na gênese dessa ventania, notei um rapaz que ia correndo logo à minha frente. Contrariando a ordem natural das manadas e procissões (que prezam por ir adiante em linha reta, seguindo formalmente o desenho da pista), esse ser vivente corria desordenadamente; dando pulos e sobressaltos, usando os outros pedestres como obstáculos e deixando para trás um desenho tortuoso e enlouquecido, com a graça e leveza de um antílope obeso e míope no asfalto quente... E eu achei o máximo! Lá foi ele em sua corrida frenética e atropelante.
            Confesso que, depois desse momento, todos os corredores que passaram apressados por mim, me pareceram categoricamente chatos. Dessa vez, não somente por estarem suficientemente em forma pra correr uma volta inteira sem protagonizar uma angina e eu não; mas simplesmente porque eles estavam seguindo a linha, em sua corrida sem obstáculos, sem papéis caindo, sem tornados e ventanias!
          Fiquei pensando... Não existe nenhum problema em seguir a linha. Absolutamente nenhum! É bom! Em diversos momentos, é simplesmente necessário. Se não houvesse uma pista, não conseguiríamos delimitar inícios e chegadas, potencializaríamos o risco de sair do compasso e deslizar mato à dentro, ralar o joelho, quebrar o nariz e todas essas coisas que a criançada nasce PhD, mas perde o talento ao longo dos anos.
          Entretanto, apesar dos benefícios dos traços delimitados, parece que - em alguns momentos - a vida pede um “quê a mais”; um toque apimentado de criatividade, de ousadia. E nem é preciso deixar a pista pra trás (Vide exemplo mencionado!). Quem sabe uns pulos mais amplos, uns passos inesperados aqui e ali. Ok, pode até ser que demore mais tempo pra alcançar a linha de chegada. Mas que corrida é essa mesmo? Contra quem? Contra o quê?
             Tenho coletado cada vez mais motivos para concluir que a beleza da corrida não está mesmo só nas metas que traçamos; mas nos pedestres que fizemos sorrir, nos papéis que voaram de cima da mesinha organizada, nas sementes que espalhamos, nos vovôzinhos preciosos com os quais conversamos, nos bichinhos que paramos pra observar, na beleza dos desenhos de Deus e até nos tombos que levamos... Ah, como eu amo esse parque!!!

Deborah e Regina
Mãezinha, é tanta coisa pra agradecer q eu até trupico no discurso! rs. 
Levo a senhora comigo onde eu vou; no meu coraçao, nos traços do meu rosto, nos traços de minha personalidade. Privilegio q Deus me deu  
Te amo mtoo, te admiro cada dia mais e sinto mta saudade. Não tenha nenhuma duvida disso... Ah, e vc é a melhor de todos os universos do mundo inteiroo ^^ ou algo do tipo, um pouco mais lógico e não menos poético! Hahahah  feliz domingo! (Deborah, publicada no facebook no dia 16 de março de 2014)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

'Quem não ouve conselhos, ouve: coitado...'

       'Quem não ouve conselhos; ouve: coitado' (Rev. Hernandes D. Lopes)


         Conta-se que o comandante de um navio avistou uma luz em rota de colisão e pediu pra que o responsável alterasse seu curso 15 graus para o norte. A resposta foi: 'Nós recomendamos que os senhores mudem seu curso 15 graus para o sul'. O comandante ficou muito bravo e insistia aos berros que ele que mudasse e que isto fosse feito imediatamente. Até que ouviu:'É impossível, senhor, somos um farol e estamos num rochedo'
          
         Arrogância, rebeldia, quantos desastres tem causado... 
         Por conta dela, muitos permanecem a um leito de dor ou numa cadeia ou mesmo, num cemitério. Outros se afligem por um casamento infeliz ou divórcio que poderiam ter sido evitados, se ouvissem conselhos. 
         Há quem culpe a Deus por decisões erradas que tomaram, mesmo com sinalizações contrárias.
         Por falta de temor a Deus mofam numa vida sem significado.      
         Desperdiçam a vida...         
"... Pois eles não querem mudar de vida 
e não temem a Deus" (Sl 55.19b - NTLH)

         Parafraseando Saint-Exupéry: "Você se torna eternamente responsável por tudo aquilo que Deus alertou (por meio de Sua Palavra, de líderes, de circunstâncias e em sua própria consciência), e você ignorou"         

         Efraim foi o segundo filho de José do Egito (Gn 41.50-52). Recebeu este nome porque disse José: "Deus me fez próspero na terra da minha aflição". Um nome que falava de angústias transformadas em vitórias, pela intervenção de Deus.
         Efraim foi adotado como filho e como primogênito de José por Jacó, seu avô, para que tivesse os mesmos privilégios (Gn 48.5; 13-14, 20b). Assim, foi considerado o fundador de uma das 12 tribos de Israel: Tribo de Efraim.
Esta tribo ocupava o centro de Canaã, sendo chamada posteriormente de Samaria. Por se tratar de uma região montanhosa e extremamente fértil, Efraim tornou-se uma tribo dominante e temida.
Rio Jordão - 2010
         Este homem, portador de uma herança tão nobre, passou por lutas difíceis e por muita dor. Conta a Bíblia que dois dos filhos de Efraim foram mortos pelos homens de Gate, como 'ladrão de gado' (1 Cr 7.20-29). Acredita-se que José tenha visto seus netos serem mortos nesta situação tão humilhante e vergonhosa (Gn 50.23).
         As coisas iam mal pra Efraim. Chorou muito pelos seus filhos e foi consolado pela sua família (1 Cr 7.22-23).
          

        Assim como Efraim, muitos servos do Senhor tem chorado amargamente decisões de seus filhos. Alguns, afundados pelas drogas, prostituição, distanciamento de Deus. Efraim perdeu dois filhos de modo vergonhoso, mas nem tudo na sua história foi derrota.  Anos mais tarde, um de seus filhos, Berias, afugentou os moradores de Gate (1 Cr 8.13) e uma de suas filhas tornou-se empresária de sucesso, construtora de cidades (1 Cr 7.24). 
         Efraim foi ancestral de Josué, servo obediente a Deus, o grande líder na conquista de Canaã, fato que mudou a vida de todo povo de Israel. 
         Após a morte do Rei Salomão e da divisão do reino, um descendente de Efraim, Jeroboão, tornou-se o primeiro Rei de Israel (1 Reis 11.26). Reinou 22 anos. Entretanto, Jeroboão não aproveitou tamanho privilégio e sacrificou a ídolos.
         Assim, prossegue a vida, com vitórias e derrotas, resultantes das nossas escolhas pessoais. 

          Certo pastor disse que Deus perdoa os que atropelam a justiça, os que mentem, os que traem, desde que hava arrependimento e pedido de perdão a Ele (1 João 1.9). Entretanto, Deus não perdoa o pecado da rebelião. 
"Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; 
é evidente que não ficará impune" (Pv 16.5).


          Que possamos ser verdadeiros adoradores e reconhecer que nada somos e sem Deus nada podemos fazer. Que busquemos, no dia a dia, desenvolver e praticar o fruto do Espírito Santo: o amor e a paciência que tolera, que não critica, que não exige desempenho; a paz com todos, os bons pensamentos e atitudes, a mansidão, o domínio prório.
          Na Antiguidade quando um general romano voltava de uma guerra, entrava em Roma numa biga, se dirigindo ao Senado, onde ia ser aclamado. Um escravo acompanhava a biga a pé e, a cada quinhentas jardas, subia na biga e soprava no ouvido do general: "Lembra-te que és mortal".
         Que estejamos sempre dispostos a ouvir conselhos, a filtrá-los pela Palavra de Deus, mudando com humildade nosso proceder quando necessário, sempre lembrando que: 'somos mortais'!

'Deus, livre-me do pecado da rebeldia, da obstinação, da arrogância. Dê-me, em Cristo Jesus um espírito manso e humilde e cria em mim um coração puro e inabalável, sempre disposto a serví-Lo e a adorá-Lo, em todo tempo. Que toda honra, toda glória, todo louvor eu devote somente ao Senhor, meu Deus e Pai, Único merecedor!'

quarta-feira, 31 de maio de 2017

"Como voltar para o Senhor?"

“Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque, pelos teus pecados, estás caído.
Tente convosco palavras de arrependimento e
convertei-vos ao Senhor...

Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio e
lançará as raízes como o cedro do Líbano.
Estender-se-ão os seus ramos,
o seu esplendor será como o da oliveira,
e sua fragrância como a do Líbano.
Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão...

Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;
de mim procede o teu fruto” (Oséias 14.1-8)

          Você tem se sentido incomodado, com a fé fraquejando, distante de Deus? Parece que suas orações batem no teto e voltam? Pensa que Deus se esqueceu, desistiu de você?  
          Um ditado português diz que a ausência de uma andorinha não acaba com a primavera. Não permita que as privações e as perdas tenham o poder de tirar a primavera do seu coração.
          Que tal respirar fundo e buscar o Pai, com toda determinação?
Vinde, tornai para o Senhor Deus que sara, renova, levanta o abatido (Os 6.1-2). Deus que ouve, que cuida de nós, que nos capacita a frutificar (Os 14.8)

Mas, o que é voltar para o Senhor? 
É buscá-Lo insaciavelmente.
É querer mais, é sair da superficialidade. 
É enraizar como o cedro do Líbano alcançando águas profundas mesmo na aridez.

          O cedro do Líbano, árvore conífera que atinge até 40 metros é longeva e simboliza a força e eternidade. Perfuma o ambiente, não é afetada pelas intempéries (tempestades, secas) porque enraíza densa e profundamente. 
          Enquanto a planta cresce devagar, suas raízes crescem rapidamente. Nos primeiros anos de vida há plantas com 5-7 centímetros com raízes com quase dois metros de profundidade. Raízes que contornam pedras, trazem firmeza e alcançam águas profundas.
https://planetasf.files.wordpress.com
          Quando voltamos para o Senhor aprendemos a contornar os obstáculos com firmeza, a sermos felizes nas circunstâncias (em todas elas) e não com as circunstâncias (Fp 4.11). 
          "Pessoas resistentes são como um galho que tem um centro fresco, verde e vivo. Quando é torcido, o galho se dobra, mas não quebra. Em vez disso, ele vola à posição original e continua crescendo" (Aging Well)
          Assim são as pessoas que, mesmo quebrado pelas intempéries, conservam sua essência ligado naqu'Ele que gera e mantém a vida e o frescor. 
         Volte para o Senhor, busque a Ele em oração, rasgue o seu coração, conte tudo o que sente, sem artifícios. 
           Voltar para o Senhor é confessar os pecados e a sua necessidade da Presença d'Ele e do Seu perdão. É entregar-se ao Deus Pai, em Cristo Jesus. É pedir que Ele tome as rédeas da sua vida. É decidir buscar a vontade d'Ele, a transformação da sua vida, do seu temperamento. É crer e se aquietar com a certeza de que Deus não nos abandona e jamais desiste de nós. D'Ele procedem o fruto, o legado, uma vida que realmente vale a pena ser vivida. ALELUIA!
Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde;

de mim procede o teu fruto” (Oséias 14.8)
Louvado seja o nosso Deus que nos ama com amor incompreensível!
SOLI DEO GLORIA!!!